O governo brasileiro manifestou forte indignação após o anúncio de tarifas de 25% sobre importações do Brasil pelos Estados Unidos. A decisão foi considerada uma ação “unilateral” e “politicamente motivada”, resultando em acusações de sabotagem direcionadas ao senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).
O relatório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) recomenda a aplicação de tarifas, citando provocações da família do ex-presidente Jair Bolsonaro. Flávio se reuniu com Donald Trump dois dias antes do anúncio, o que levantou suspeitas sobre suas intenções.
Reação do governo brasileiro
Em nota, o Palácio do Planalto afirmou que não aceitará “passivamente” as sanções e que está respaldado pela Lei de Reciprocidade, aprovada por unanimidade pelo Congresso Nacional. O governo brasileiro também destacou que não havia justificativa para as medidas unilaterais, citando um superávit de US$ 424,5 bilhões em bens e serviços com os EUA nos últimos anos.
Impacto nas relações comerciais
Dados recentes mostram que a participação dos EUA nas exportações brasileiras caiu para 9,4%, o menor nível histórico. Além disso, 76% das importações dos EUA para o Brasil em 2025 tiveram tarifa zero, o que indica uma relação comercial ainda favorável.
Expectativas para o futuro
Apesar da tensão, o Ministério das Relações Exteriores alertou que as negociações bilaterais continuam em andamento, com o objetivo de encerrar a investigação da Seção 301 até 15 de julho, sem a aplicação de barreiras alfandegárias.
Opinião
A situação entre Brasil e EUA revela a complexidade das relações internacionais e os desafios da diplomacia em tempos de tensões políticas internas.





