Eleições

Governistas exigem retirada de sigilo do caso Dark Horse e questionam Mendonça

Governistas exigem retirada de sigilo do caso Dark Horse e questionam Mendonça

Parlamentares da base do governo Lula (PT) solicitaram, nesta quarta-feira (2), ao presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, a retirada do sigilo sobre os inquéritos que envolvem o senador e candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), no caso Dark Horse. O grupo, liderado por Lindbergh Farias (PT-RJ), Pedro Uczai (PT-SC), Jandira Feghali (PCdoB-RJ), André Janones (Rede-MG) e Tarcísio Motta (PSOL-RJ), argumenta que a manutenção do sigilo gera um desequilíbrio na disputa eleitoral.

Pedido de análise da suspeição de Mendonça

Os deputados afirmam que há uma suposta “assimetria de tratamento” na condução dos sigilos por parte do relator do caso, André Mendonça. Eles destacam que investigações que atingem adversários políticos de Flávio Bolsonaro foram tornadas públicas, enquanto as petições criminais que envolvem o filho do ex-presidente permanecem sob segredo de Justiça.

Contexto do caso Dark Horse

O caso Dark Horse surgiu em maio de 2026, após o portal The Intercept Brasil revelar gravações de conversas entre Flávio Bolsonaro e Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, sobre aportes financeiros de até R$ 134 milhões para a cinebiografia de Jair Bolsonaro (PL). O senador confirmou a solicitação de apoio financeiro, mas negou qualquer irregularidade.

Repasses financeiros e sigilo injustificado

Segundo informações, ao menos R$ 61 milhões teriam sido repassados para a produção do filme. Além disso, uma reportagem da revista piauí revelou que Vorcaro fez um repasse de US$ 1,6 milhão para o filme em setembro de 2025, dias após Flávio cobrar parcelas atrasadas. Os parlamentares consideram que a manutenção do sigilo é injustificada, uma vez que fatos centrais da investigação já foram divulgados pela imprensa.

Imparcialidade do relator em questão

Os governistas também pedem que a Procuradoria-Geral da República (PGR) avalie a suspeição de Mendonça, citando um encontro entre ele e Vorcaro que poderia comprometer a “imparcialidade objetiva” do relator. Eles traçaram um paralelo com o afastamento voluntário do relator anterior do caso, ministro Dias Toffoli, em fevereiro de 2026.

Opinião

A situação do caso Dark Horse levanta questões importantes sobre a transparência e a equidade nas investigações, especialmente em um período eleitoral tão delicado.