A corrida para as eleições 2026 no Paraná reacende antigas rivalidades, especialmente entre Gleisi Hoffmann, pré-candidata ao Senado pelo PT, e Sergio Moro, pré-candidato ao governo do Paraná. A disputa, marcada por declarações acaloradas, traz à tona a história da operação Lava Jato e a prisão de Lula.
Gleisi Hoffmann e suas declarações contra Moro
No último sábado (30), Gleisi não poupou críticas a Moro, chamando-o de “juiz ladrão” e afirmando que “a esquerda derrotará a extrema direita no Brasil”. Essas palavras remetem ao período em que Moro, ainda juiz federal, ordenou a prisão de Lula, cuja condenação foi anulada em 2021 pelo STF.
Sergio Moro lidera pesquisas eleitorais
As pesquisas eleitorais mostram que Moro lidera com mais de 20 pontos percentuais de vantagem sobre o candidato do PDT, Requião Filho. O levantamento, realizado pelo IRG Pesquisas entre 16 e 20 de maio de 2026, indica a força de Moro no cenário local, apesar das críticas e ataques que vem recebendo do PT.
Oposição entre PT e Lava Jato
A rivalidade entre Gleisi e Moro não é nova. Desde a operação Lava Jato, a deputada federal tem se posicionado contra o ex-juiz, que, após deixar a magistratura, ocupou cargos importantes no governo de Jair Bolsonaro e se tornou senador. Em resposta às declarações de Gleisi, Moro afirmou que o PT enfrenta dificuldades em mobilizar seus eleitores, destacando a necessidade de bloquear as pretensões do partido no estado.
Deltan Dallagnol também entra na disputa
Outra figura importante nesta disputa é Deltan Dallagnol, ex-procurador da Lava Jato e pré-candidato ao Senado pelo Novo. Dallagnol já teve atritos com petistas e criticou decisões judiciais que o envolvem, acusando o ministro do STF, Gilmar Mendes, de permitir a propagação de fake news contra ele.
Opinião
A rivalidade entre Gleisi Hoffmann e Sergio Moro reflete um cenário político polarizado no Paraná, onde antigas disputas ainda influenciam as eleições de 2026.





