O vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, criticou em 28 de novembro as declarações do presidente da Argentina, Javier Milei, que fez uma intromissão ‘grosseira’ em assuntos eleitorais do Brasil. Alckmin lamentou que um presidente de um país vizinho e amigo, que compõe o Mercosul, preste um desserviço ao seu país ao se envolver em eleições de outra nação.
Durante o evento Brasil-Coreia, organizado pela ApexBrasil, Alckmin destacou a importância do Brasil como maior parceiro comercial da Argentina e mencionou acordos comerciais com países como Singapura e a União Europeia. Ele também enfatizou a proteção a empresas que estão sendo afetadas por tarifas dos Estados Unidos.
No último sábado, 25 de novembro, Milei fez declarações polêmicas ao chamar o presidente Lula de ladrão e presidiário durante uma convenção partidária. Além disso, ele criticou o ministro do STF, Alexandre de Moraes, e fez previsões sombrias sobre a economia brasileira.
Em resposta, na segunda-feira, 27 de novembro, o ministro da Fazenda, Dario Durigan, chamou Milei de palhaço e rebateu suas críticas, ressaltando que a situação econômica da Argentina é muito mais crítica do que a do Brasil. Durigan afirmou que não se deve dar ouvidos a previsões apocalípticas.
Alckmin também comentou sobre a estratégia do governo para enfrentar o tarifaço imposto pelos Estados Unidos, afirmando que proteger as empresas mais afetadas é uma prioridade. Ele não descartou a possibilidade de reciprocidade nas negociações.
Opinião
A troca de farpas entre líderes da Argentina e do Brasil evidencia a tensão nas relações entre os países, especialmente em tempos eleitorais.





