O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) e a Receita Federal realizaram uma operação de grande escala, chamada Fluxo Oculto, em cinco estados brasileiros: São Paulo, Paraná, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais e Rio de Janeiro. A operação, ocorrida em 28 de maio de 2026, visa investigar a infiltração do Primeiro Comando do Crime (PCC) no setor de combustíveis.
O principal objetivo da operação é desmantelar um complexo esquema de fraudes, sonegação e lavagem de dinheiro. As autoridades estão focadas em seis fintechs que atuam como bancos paralelos, além de investigar a adulteração de combustíveis com o uso de nafta, um solvente químico.
Movimentação Bilionária
Segundo informações do Ministério Público de São Paulo, as fintechs investigadas formaram um núcleo que opera com compensações financeiras internas entre distribuidoras e postos de combustíveis, além de fundos de investimentos controlados pelo PCC. O esquema é alarmante, pois foi identificada uma movimentação total de R$ 26 bilhões nos últimos anos, envolvendo fraudes bilionárias que acenderam os sinais de alerta dos órgãos de inteligência.
Mandados de Busca e Apreensão
Durante a operação, foram cumpridos 55 mandados de busca e apreensão, com o apoio dos Gaecos e dos Ministérios Públicos estaduais. O ministro da Fazenda, Dario Durigan, comentou sobre a operação, ressaltando que a Receita Federal detectou movimentações que incluem a adulteração de combustíveis e sonegação fiscal na importação de nafta, resultando em um total de R$ 1 bilhão em espécie para algumas das fintechs.
Uso de Criptoativos
Além das fraudes identificadas, as investigações revelaram o uso de criptoativos na lavagem de dinheiro, uma prática que tem se tornado cada vez mais comum entre organizações criminosas. Os criptoativos são ativos virtuais que não possuem representação física, o que dificulta a rastreabilidade das transações.
Opinião
A operação Fluxo Oculto demonstra a crescente preocupação das autoridades em combater a infiltração do crime organizado em setores estratégicos da economia, como o de combustíveis. É essencial que as investigações continuem a fundo para garantir a integridade do mercado e a segurança da população.





