O G7, grupo das economias mais desenvolvidas do mundo, anunciou a liberação coordenada de 100 milhões de barris de diesel e outras reservas, com a coordenação da Agência Internacional de Energia (AIE). A medida, que visa reduzir os preços dos combustíveis, terá duração de quatro meses.
O anúncio foi feito após a pressão do presidente dos EUA, Donald Trump, que busca mitigar o impacto da alta dos preços nas eleições de meio de mandato, as midterms, que ocorrerão em 3 de novembro. Em um comunicado conjunto, os líderes do G7, incluindo o presidente francês Emmanuel Macron, confirmaram que a liberação começará imediatamente, com uma liberação substancial de diesel nos primeiros 20 dias.
A alta dos preços é atribuída à guerra no Irã e ao bloqueio do estratégico Estreito de Ormuz. Na última semana de setembro, a média de 13,5 milhões de barris de petróleo bruto transitaram por Ormuz, enquanto o volume de produtos refinados caiu para 677 mil barris por dia, bem abaixo do patamar anterior ao conflito, que era de 3,6 milhões.
Antes do anúncio, Trump chegou a ameaçar proibir as exportações de diesel dos EUA para conter os preços internos. Após a confirmação da liberação pelo G7, ele expressou satisfação em sua rede social, destacando a concordância da Europa em liberar seus estoques de diesel.
Opinião
A decisão do G7 reflete a crescente pressão política sobre os líderes mundiais para agir em resposta às flutuações do mercado de petróleo, especialmente em um período eleitoral tão crítico.





