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Fundação Roberto Marinho revela estudo alarmante sobre desigualdade entre jovens

Fundação Roberto Marinho revela estudo alarmante sobre desigualdade entre jovens

Um estudo lançado em 26 de setembro de 2023 pela Fundação Roberto Marinho, Itaú Educação e Trabalho e Unicef apresenta um panorama inédito sobre os desafios enfrentados pelas juventudes minorizadas no Brasil. O documento revela como 13 grupos de jovens enfrentam barreiras históricas no acesso à educação, ao trabalho e a direitos básicos.

O material é composto por 14 artigos elaborados por especialistas e relatos de jovens, que mapeiam vulnerabilidades específicas e analisam políticas públicas existentes. Dados do IBGE mostram que o Brasil tem mais de 46,5 milhões de jovens entre 15 e 29 anos, quase um quarto da população.

Desigualdades estruturais

O estudo indica que 74,9% dos jovens em extrema pobreza são negros. Além disso, a taxa de suicídio entre indígenas é oito vezes maior que entre jovens brancos. A publicação destaca que cerca de 30% dos estudantes quilombolas apresentam atraso escolar, e 69% das juventudes rurais estão em situação de informalidade.

Rosalina Soares, superintendente da Fundação Roberto Marinho, afirma: “Por trás dos indicadores existem trajetórias reais, sonhos interrompidos e desafios cotidianos muitas vezes atravessados por desigualdades persistentes.” O estudo também revela que 57,7% dos adolescentes em medida socioeducativa estão no ensino fundamental, mesmo tendo idade para o ensino médio.

Educação e trabalho

A pesquisa aponta que estudantes da rede pública, majoritariamente pretos e pardos, enfrentam piores indicadores de aprendizagem. Cacau Lopes da Silva, do Itaú, destaca a importância de investir em Educação Profissional e Tecnológica para ampliar oportunidades e permitir que essas juventudes construam novos projetos de vida.

O estudo é um chamado à ação, evidenciando a necessidade de políticas públicas que considerem a diversidade e as especificidades das juventudes brasileiras.

Opinião

Este estudo é crucial para entender as desigualdades que afetam os jovens no Brasil e deve servir como base para a formulação de políticas públicas mais inclusivas e eficazes.