Economia

Funcionários da Hyundai aprovam greve contra robôs Atlas e pedem bônus de 30%

Funcionários da Hyundai aprovam greve contra robôs Atlas e pedem bônus de 30%

Os funcionários da Hyundai na Coreia do Sul decidiram entrar em greve contra o uso de robôs humanoides na fábrica. Essa decisão foi tomada após a montadora anunciar planos para implementar novas tecnologias na linha de produção, incluindo o modelo Atlas, desenvolvido pela Boston Dynamics.

Cerca de 87% dos filiados ao sindicato votaram a favor da paralisação, exigindo uma voz ativa nas decisões sobre automação. A insatisfação dos trabalhadores aumentou com a proposta de introdução do robô Atlas, levando os representantes a adotarem uma postura firme, afirmando que nenhuma máquina com nova tecnologia entrará no ambiente de trabalho sem um acordo prévio.

Preocupações com segurança e concorrência

O movimento de greve ocorre em um momento em que outras montadoras, como a BMW, já utilizam robôs humanoides em suas fábricas na Europa. Os operários da Hyundai expressam preocupações sobre a segurança no trabalho e a possível perda de postos de trabalho devido à automação.

Além das reivindicações relacionadas à automação, os trabalhadores também pedem um bônus de 30% do lucro líquido, o que representa aproximadamente US$ 27.150 por trabalhador. Eles buscam ainda reajustes salariais e a elevação da idade de aposentadoria para 65 anos.

Desafios financeiros e metas ambiciosas

A Hyundai enfrenta desafios financeiros, com o lucro líquido caindo 23,6% no primeiro trimestre, totalizando US$ 1,68 bilhão. Apesar disso, a diretoria mantém planos ambiciosos para a fabricação de 30 mil robôs Atlas até 2028, com a expectativa de direcionar esses dispositivos para uma nova fábrica de veículos elétricos nos Estados Unidos.

Embora a direção defenda que os robôs humanoides realizarão apenas tarefas repetitivas ou perigosas, o sindicato contesta essa visão, alertando para os impactos que a automação pode ter nos postos de trabalho.

Opinião

O cenário atual na Hyundai reflete um dilema entre inovação tecnológica e a segurança dos empregos, evidenciando a necessidade de um diálogo mais eficaz entre trabalhadores e gestão.