O pré-candidato do PL à Presidência da República, Flávio Bolsonaro, levantou questionamentos sobre a segurança das urnas eletrônicas utilizadas nas eleições brasileiras durante um evento com diplomatas em Brasília no dia 21 de julho de 2026. Flávio insinuou que muitas das urnas têm a mesma origem das produzidas pela empresa venezuelana Smartmatic, uma afirmação que foi prontamente desmentida pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
No encontro intitulado “Debatendo o Brasil”, que contou com a presença de representantes de 42 países, Flávio mencionou relatórios da CIA que levantam suspeitas sobre o processo eleitoral na Venezuela, sugerindo que as máquinas utilizadas no Brasil poderiam estar ligadas a essa empresa. “Não vou entrar em mais detalhes, mas só para deixar registrado que muitas dessas máquinas que são utilizadas nas eleições brasileiras têm a mesma origem dessa empresa venezuelana”, declarou o senador.
Após a repercussão de suas palavras, a equipe de Flávio divulgou uma nota oficial esclarecendo que o pré-candidato não questionou a integridade do sistema de votação brasileiro, mas apenas relatou fatos públicos. Flávio pediu que os países enviem a maior quantidade de observadores internacionais para as eleições, reforçando que isso não implicava em questionamento do sistema.
Reação do TSE e esclarecimentos
O TSE reiterou que a empresa Smartmatic não fornece urnas eletrônicas ou softwares para as eleições brasileiras e que todo o sistema de votação é gerido pela Justiça Eleitoral do Brasil. O tribunal enfatizou que a Smartmatic apenas prestou serviços de treinamento e suporte técnico, e não tem qualquer ligação com o sistema de votação.
Além disso, o TSE lembrou que em 2023, o ex-presidente Jair Bolsonaro foi considerado inelegível devido a uma reunião com embaixadores em que criticou a segurança das urnas eletrônicas. Essa reunião, realizada em 2022, foi transmitida ao vivo e gerou controvérsias semelhantes às levantadas por Flávio.
Opinião
A polêmica levantada por Flávio Bolsonaro revela a tensão em torno da confiança no sistema eleitoral brasileiro, que continua a ser um tema sensível e divisivo na política nacional.





