O senador e pré-candidato à presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) fez uma proposta audaciosa durante uma live em 8 de julho de 2026, sugerindo a criação de um tratado comercial com EUA, Canadá e México, chamado de AFTA, Acordo de Livre Comércio das Américas. A ideia é semelhante ao NAFTA (Tratado Norte-Americano de Livre Comércio), mas com a inclusão do Brasil.
Contexto da Proposta
Flávio Bolsonaro apresentou sua proposta após participar de uma audiência pública em Washington, onde discutiu a possibilidade de um tarifaço de 25% sobre produtos brasileiros, cogitado pelo governo de Donald Trump. Ele destacou que a complementariedade entre as economias dos países envolvidos no AFTA poderia criar uma “avenida de oportunidades” para atrair investimentos dos EUA ao Brasil.
Acordo com a Argentina
O senador citou como exemplo um acordo firmado entre o governo dos EUA e o presidente argentino Javier Milei, em fevereiro de 2026, que resultou em tarifa zero para centenas de produtos argentinos. Flávio afirmou que esse tipo de acordo poderia beneficiar o Brasil, proporcionando acesso a mercados e recursos.
Críticas ao Governo Lula
Durante sua fala, Flávio Bolsonaro não hesitou em criticar a aproximação do governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) com a China. Ele argumentou que a administração petista adota uma postura “antiamericana” e prioriza o alinhamento com Pequim, em detrimento de uma relação mais pragmática com os EUA. O senador afirmou que a situação internacional do Brasil é vexatória, referindo-se à postura do governo Lula em relação à China e ao tratamento dispensado aos EUA.
Opinião
A proposta de Flávio Bolsonaro para o AFTA pode abrir novas oportunidades para o Brasil, mas a crítica ao governo Lula revela um cenário político tenso e polarizado, que pode impactar as relações comerciais futuras.





