O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) concedeu uma entrevista ao SBT News no dia 19 de outubro de 2023, onde reafirmou que não tem a intenção de acabar com os pisos constitucionais da saúde e da educação. Ele foi questionado se pretendia “atacar algum desses temas” e respondeu: “Não, não pretendo”.
Durante a entrevista, Flávio destacou a importância de proteger aqueles que necessitam do apoio do Estado, afirmando que “quem precisa de proteção do Estado, no meu governo, vai continuar protegido”. Além disso, ele defendeu a manutenção da isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil.
Propostas de cortes e privatizações
Flávio Bolsonaro também propôs um “tesouraço” que visa reduzir o número de ministérios, cortar custos da burocracia e eliminar impostos que foram criados ou aumentados durante o governo de Lula. “Já tem mais de mil normas regulamentadoras que só atrapalham a vida do empreendedor e que vão ser revogadas de cara”, afirmou o senador.
Ele mencionou especificamente a taxa de importação de 25% para produtos utilizados na produção de datacenters, criticando o ambiente de negócios no Brasil, que considera “repulsivo” e não atrativo para investimentos bilionários.
Críticas ao endividamento e ajustes fiscais
Flávio também criticou o atual patamar de endividamento do Brasil, que, segundo ele, não era visto durante o impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff (PT). Ele defendeu que “não tem outro caminho a não fazer ajuste fiscal” para baixar os juros.
Além disso, o senador expressou a necessidade de promover privatizações e a adoção de um regime de concessões na exploração do pré-sal na Margem Equatorial.
Opinião
A postura de Flávio Bolsonaro em relação aos pisos da saúde e educação reflete uma tentativa de tranquilizar a população, mas suas propostas de cortes e privatizações geram debates sobre o futuro dos serviços públicos no Brasil.





