Flávio Bolsonaro, senador e pré-candidato à Presidência, apresentou uma estratégia nos Estados Unidos para contestar as tarifas de 25% sobre produtos brasileiros, que devem entrar em vigor em 15 de julho de 2026. Em uma audiência pública realizada em 07/07/2026 pelo Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR), ele solicitou a suspensão das tarifas por 180 dias.
O pré-candidato argumentou que a imposição das tarifas fortalece a narrativa do governo Lula sobre a defesa da soberania nacional, o que poderia beneficiar politicamente o PT nas eleições marcadas para outubro de 2026. Flávio destacou que as sobretaxas não produziram os efeitos esperados e, ao contrário, foram exploradas pelo governo brasileiro como um ativo eleitoral.
Durante a audiência, Flávio afirmou: “Uma tarifa de 25% penaliza todo o povo brasileiro — exceto justamente as autoridades responsáveis por essas decisões”. Ele enfatizou que a aplicação das tarifas antes das eleições poderia ter um efeito político adverso, fortalecendo a administração atual.
O governo Lula não enviou representantes oficiais à audiência, optando por manter a condução das negociações comerciais através das equipes diplomáticas. Isso foi visto como uma tentativa de evitar que Flávio fosse reconhecido como um interlocutor legítimo nas discussões com os EUA.
Além de solicitar a suspensão das tarifas, Flávio também defendeu o sistema de pagamentos instantâneos Pix, que está sob investigação do USTR. Ele argumentou que o Pix ampliou a inclusão financeira no Brasil sem prejudicar as empresas americanas do setor.
Em sua estratégia, Flávio prometeu, caso eleito, nomear um negociador para conduzir as relações comerciais com os EUA e buscar um acordo bilateral que reduza a dependência do Brasil em relação ao Mercosul.
Opinião
A atuação de Flávio Bolsonaro nos EUA reflete uma nova abordagem do PL em relação às tarifas, buscando esvaziar a narrativa de Lula e posicionar-se como um interlocutor em um futuro governo.





