A pesquisa Datafolha, realizada nos dias 20 e 21 de maio com 2.004 entrevistados, revelou que 88% dos eleitores de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) defendem que ele continue na disputa presidencial de 2026, apesar das recentes controvérsias envolvendo conversas vazadas com o banqueiro Daniel Vorcaro.
Os áudios, divulgados pelo site Intercept Brasil, mostram Flávio solicitando R$ 134 milhões a Vorcaro para financiar um filme sobre a trajetória política do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Desses, o banqueiro teria efetivamente pago R$ 61 milhões.
Impacto nas intenções de voto
Apesar do escândalo, a pesquisa indica que 72% dos eleitores de Flávio estão cientes das conversas vazadas, superando os 64% do eleitorado em geral. Ainda assim, 73% dos apoiadores mantêm a confiança no senador após a revelação dos áudios.
Entretanto, o levantamento também aponta um impacto nas intenções de voto: Flávio caiu de 35% para 31% nas intenções de voto para o primeiro turno, e de 45% para 43% em uma possível disputa de segundo turno contra Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que oscilou de 45% para 47%.
Reação do PL e mudanças na campanha
A situação provocou reações dentro do PL, levando a uma reunião do senador com a cúpula do partido. Como resultado, houve a troca do comando da comunicação da pré-campanha, com a saída do publicitário Marcello Lopes e a chegada de Eduardo Fischer para chefiar a equipe. Lopes justificou sua saída afirmando que deseja focar em sua própria empresa e retornará aos Estados Unidos.
Opinião
A situação de Flávio Bolsonaro ilustra como escândalos podem impactar a política, mas, ao mesmo tempo, revela a resiliência de sua base de apoio.





