A poucos dias do encerramento das convenções partidárias, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) concentra esforços para fechar os últimos acordos que definirão os palanques estaduais de sua candidatura presidencial. O principal desafio está em Minas Gerais, onde o partido talvez precise reorganizar sua estratégia após o Republicanos sinalizar que o senador Cleitinho Azevedo não disputará o governo do estado.
O impasse entre o senador e o Republicanos pode encerrar meses de negociações entre as legendas em torno da candidatura de Cleitinho, apontado como o nome preferencial para liderar o palanque de Flávio no segundo maior colégio eleitoral do país. Apesar de reafirmar sua intenção de concorrer ao Palácio Tiradentes, a indefinição persiste, e o Republicanos atribui ao próprio senador o fracasso das articulações.
Convenção da Federação União Progressista
A convenção da Federação União Progressista está marcada para 3 de agosto, e a tendência é que o Republicanos passe a apoiar uma eventual candidatura de Marcelo Aro ao governo de Minas, caso Cleitinho não avance. A indefinição em Minas também está ligada às negociações nacionais entre o PL e o Republicanos, que discutem a possibilidade de indicar o candidato a vice na chapa presidencial de Flávio Bolsonaro.
Palanques estaduais já definidos
Apesar das indefinições em Minas e em Sergipe, o PL já consolidou palanques em pelo menos nove estados, incluindo candidatos como Douglas Ruas (RJ), Álvaro Dias (RN), Jorginho Mello (SC) e Marcos Rogério (RO). O partido também viabilizou a candidatura do senador Efraim Filho ao governo da Paraíba, que é visto como um dos principais palanques de Flávio no Nordeste.
O PL ainda não definiu seu palanque em Sergipe, onde negocia uma composição que depende de um acordo com o Republicanos, que pretende lançar Valmir de Francisquinho ao governo. As negociações devem ser concluídas após as conversas nacionais sobre a composição da chapa presidencial.
Crise interna no PL do Piauí
A decisão do PL de apoiar a candidatura do ex-prefeito Joel Rodrigues (PP) ao governo do Piauí gerou uma crise interna, levando à retirada da pré-candidatura do jornalista Toni Rodrigues. O presidente estadual do partido, Tiago Junqueira, justificou a aliança como parte de uma estratégia para unificar a oposição ao governo petista.
Opinião
Os desafios enfrentados por Flávio Bolsonaro e o PL refletem a complexidade das articulações políticas no Brasil, onde alianças e crises internas podem impactar significativamente a candidatura presidencial.





