A campanha de Flávio Bolsonaro (PL) está trabalhando intensamente para conter os efeitos negativos de uma fake news que o associou à suposta intenção de retirar o título de Nossa Senhora Aparecida como Padroeira do Brasil. Apesar de a informação falsa ter sido desmentida pela GloboNews e pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a narrativa continua a circular nas redes sociais, causando preocupação na equipe do candidato à Presidência.
Live com representantes religiosos busca reverter a situação
No dia 26 de setembro de 2026, Flávio realizou uma live com representantes de diferentes tradições religiosas, incluindo Padre Kelmon, o pastor Ramon Lima, o reverendo anglicano Aldo Quintão e Sérgio Pina, pai de santo próximo à cantora Anitta. A ação visa reforçar a defesa da liberdade religiosa e responder à controvérsia que envolveu a devoção católica.
Boato desmentido, mas ainda em circulação
A origem da crise foi um projeto de lei apresentado em 2007 pelo então deputado federal Professor Victório Galli, que foi arquivado em 2008. A associação de Flávio ao projeto ganhou força após um comentário da jornalista Maria Cristina Fernandes durante o programa Em Pauta, da GloboNews. Embora a emissora tenha corrigido a informação e pedido desculpas, a narrativa falsa continuou a ser propagada, com cerca de 37% das mensagens analisadas tratando a informação falsa como verdadeira, conforme levantamento da empresa Palver.
Repercussão política e apoio à fake news
Políticos da esquerda, incluindo a deputada Érika Hilton (PSOL-SP), ajudaram a manter o boato em circulação. Hilton, em uma publicação com mais de 40 mil curtidas, reconheceu que o projeto era de 2007, mas levantou a possibilidade de que ele pudesse ser ressuscitado se Flávio ou seus aliados chegassem ao poder. Outros políticos, como Ivan Valente (PSOL-SP) e Alessandro Guedes (PT-SP), também repercutiram a fake news.
Atuação do governo e críticas à decisão judicial
George Marques, da Secom, também se envolveu na repercussão, republicando mensagens sobre a fake news e críticas à decisão do ministro André Mendonça, que ordenou a remoção das publicações. A Secom se distanciou da postura de Marques, afirmando que sua manifestação não representava a posição oficial do governo.
Opinião
A situação evidencia como a desinformação pode impactar campanhas eleitorais, exigindo respostas rápidas e eficazes dos candidatos.





