Flávio Bolsonaro se reuniu em Brasília, no dia 11 de agosto de 2026, com pré-candidatos ao Senado apoiados por sua campanha. O foco do encontro foi o apoio ao impeachment de ministros do STF, especialmente em resposta à recente decisão de Alexandre de Moraes sobre busca e apreensão.
A reunião teve como objetivo alinhar discursos contra o STF e reforçar a necessidade de uma bancada de direita no Senado, onde 54 das 81 cadeiras estarão em disputa neste ano. Durante o encontro, Flávio criticou a decisão de Moraes, afirmando que a medida ameaça o sigilo da fonte e a liberdade de imprensa.
Além disso, Flávio anunciou apoio a 47 candidatos ao Senado em 26 estados e no DF, com a intenção de fortalecer a oposição ao STF. A pesquisa Genial/Quaest, realizada entre 6 e 9 de março de 2026, mostrou que 66% dos brasileiros consideram importante votar em candidatos favoráveis ao impeachment.
Objetivos da Reunião
O senador enfatizou que a posição em relação ao Supremo será um compromisso eleitoral, questionando os aliados sobre seu apoio ao impeachment de Moraes, que foi recebido com respostas afirmativas. A estratégia é transformar a disputa pelo Senado em uma frente complementar à corrida presidencial.
Flávio também defendeu mudanças na legislação penal e combate ao crime organizado, citando a redução da maioridade penal e a classificação de organizações criminosas como terroristas.
Apoio Popular e Estratégia Eleitoral
A pesquisa Genial/Quaest revelou que 72% dos entrevistados acreditam que o STF tem “poder demais”. O apoio à ideia de eleger parlamentares favoráveis ao impeachment transcende a direita, com 54% dos lulistas e 52% dos eleitores de esquerda também considerando importante essa votação.
Por fim, a reunião teve como objetivo não apenas fortalecer a bancada no Congresso, mas também ampliar a visibilidade de Flávio durante a campanha presidencial, utilizando a estrutura política dos candidatos ao Senado para organizar mobilizações e agendas.
Opinião
A reunião de Flávio Bolsonaro com os pré-candidatos ao Senado reflete a crescente polarização política e o desejo da direita de reverter decisões do STF, uma estratégia que pode moldar o futuro do Senado e da política brasileira.





