O pré-candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro, fez uma declaração polêmica em Belém, Pará, ao chamar a tradicional camisa amarela da seleção brasileira de “camisa do Bolsonaro”. Em um evento realizado no Norte do país, ele pediu ao eleitorado que vista a camisa durante a Copa do Mundo, que começa em 12 de junho de 2026.
Flávio afirmou: “A gente vai botar a camisa do Bolsonaro, que vocês estão vestindo aí, e torcer pela nossa seleção”. A declaração foi feita em um vídeo gravado durante sua agenda no Pará, onde ele também criticou o governo atual, acusando-o de se apropriar das cores brasileiras, que são tradicionalmente associadas a manifestações da direita.
Ele declarou: “O Lula é tão ladrão que até a bandeira ele quer roubar. O PT largou a bandeira do Brasil na lata do lixo. O Bolsonaro foi lá, pegou essa bandeira e a levantou, com orgulho, porque a gente é brasileiro”.
A declaração de Flávio Bolsonaro ocorre em um contexto de disputa simbólica, já que o ex-presidente Lula recentemente divulgou fotos suas usando a camisa da seleção, reforçando a competição pela imagem nacional durante o torneio. Em suas redes sociais, Lula postou: “O Brasil é dos brasileiros”.
Durante sua visita ao Pará, Flávio participou de agendas em Altamira e Belém, utilizando uma camiseta com a mensagem “A Amazônia é nossa”, enfatizando sua defesa pela soberania brasileira na região amazônica. Essa estratégia de usar mensagens estampadas em camisetas tem sido uma constante em sua pré-campanha.
Além disso, em uma visita à Bahia, Flávio usou a frase “Lula taxa. A gente planta”, referindo-se à taxação do governo federal sobre o setor produtivo. Em Minas Gerais, ele vestiu uma camiseta com a inscrição “Libertas Quae Sera Tamen”, um símbolo histórico da luta dos inconfidentes mineiros.
Opinião
A declaração de Flávio Bolsonaro sobre a camisa da seleção reflete a polarização política atual e a disputa por símbolos nacionais, que se intensificam em períodos eleitorais.





