A Ponte Preta vive um momento crítico no futebol nacional. Após a euforia da conquista da Série C em 2025, o clube se vê agora na lanterna da Série B, com apenas 13 pontos, 13 abaixo do Ceará, o primeiro fora da zona de rebaixamento. O último jogo, um empate em 1 a 1 contra o Athletic-MG em 28 de julho de 2026, não aliviou a pressão sobre a equipe, que acumula 14 partidas sem vencer, sendo 12 derrotas e 2 empates.
Desempenho alarmante
A sequência de resultados negativos da Ponte Preta é a pior do clube neste século, com 8 derrotas consecutivas, superando a marca de 7 derrotas do Brasileirão de 2005. Para encontrar uma série pior, é necessário voltar a 1960, quando o time ficou 16 jogos sem vencer, culminando em um rebaixamento no Paulistão.
Problemas financeiros e punições
Os problemas da Ponte Preta não se limitam ao desempenho em campo. O clube enfrenta sérias dificuldades financeiras e já foi punido pela FIFA e pelo CNRD por atrasos em pagamentos, o que impediu contratações durante o segundo semestre de 2025. Mesmo após a suspensão das punições, novas sanções foram aplicadas, resultando em dois transfer bans da FIFA, dificultando ainda mais a situação.
Desabafo do ídolo
O meia Elvis, ídolo da torcida, expressou sua insatisfação ao revelar que recebeu apenas um salário em 2026, após entrar na Justiça por conta dos atrasos. O jogador, que se comprometeu a permanecer até o final do ano, lamentou a situação e a pressão que recai sobre ele.
Busca por soluções
Recentemente, a diretoria da Ponte Preta anunciou que está buscando a consolidação de uma Sociedade Anônima de Futebol (SAF) com um grupo de investidores. A proposta gira em torno de R$ 1,1 bilhão e será apresentada em breve ao Conselho Deliberativo.
Opinião
A situação da Ponte Preta é um reflexo das complexidades do futebol brasileiro, onde o sucesso pode ser efêmero e os desafios financeiros podem determinar o futuro de grandes clubes.





