Política

Filha de Marielle Franco critica ofensas de bolsonaristas em ato no Rio

Filha de Marielle Franco critica ofensas de bolsonaristas em ato no Rio

Em um ato realizado perto da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio) no dia 13 de outubro de 2023, apoiadores do presidenciável Flávio Bolsonaro (PL) ofenderam a memória da vereadora Marielle Franco, assassinada em março de 2018 em um crime de motivação política. O evento ocorreu um dia após a PUC-Rio proibir manifestações político-partidárias na universidade até o fim das eleições.

Durante o ato, bolsonaristas realizaram discursos provocativos, ironizando o assassinato de Marielle Franco. Um dos manifestantes, utilizando um carro de som, declarou: “Marielle está com papai do céu” e acrescentou, “ou no colo do capeta”. Os apoiadores de Lula, por sua vez, reagiram com gritos de mobilização, entoando “Marielle, presente”, gerando uma troca de ofensas entre os grupos.

Repercussão e defesa da memória

A repercussão do ato foi intensa nas redes sociais. A filha de Marielle, Luyara Franco, publicou um vídeo defendendo a memória da mãe e criticando as ofensas: “Zombar do assassinato de Marielle Franco não é opinião. Não é debate. Não é liberdade de expressão. É violência política”. Em sua fala, ela ressaltou a importância de respeitar a história e a luta de sua mãe, que foi uma mulher brilhante, cientista social formada pela PUC-Rio, e dedicou sua vida à defesa dos direitos humanos.

A irmã de Marielle, a deputada federal eleita Anielle Franco (PT), também se manifestou nas redes sociais, expressando apoio aos estudantes pró-Lula e reafirmando a importância da luta pela justiça: “A minha irmã estudou na PUC-Rio e eu sou professora. A gente sabe o lado certo da história, que a gente está. A gente está aqui para dizer que a gente resiste”.

O crime e a condenação dos assassinos

O assassinato de Marielle Franco ocorreu em março de 2018, quando seu carro foi alvejado após ela deixar um ato no centro do Rio de Janeiro. Ela e o motorista Anderson Gomes foram mortos em um crime que chocou o país. Os assassinos confessos, os ex-policiais militares Ronnie Lessa e Élcio Queiroz, foram condenados em 2024, assim como outros envolvidos no crime.

Opinião

A defesa da memória de Marielle Franco é essencial para garantir que sua luta e legado sejam respeitados e que a justiça seja feita.