Geral

Ferroviários da CPTM mantêm greve após privatização e falta de diálogo com governo

Ferroviários da CPTM mantêm greve após privatização e falta de diálogo com governo

Os trabalhadores da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) em São Paulo decidiram manter a greve, afetando as linhas 11, 12 e 13 do sistema ferroviário. A mobilização, que teve início na manhã de hoje, foi aprovada durante assembleia realizada na sede da Central Única dos Trabalhadores (CUT), localizada no Brás.

No primeiro dia de paralisação, a oferta de trens nas linhas 11 e 12 foi reduzida, enquanto a linha 13 não operou durante a manhã e a tarde, voltando a funcionar parcialmente apenas no início da noite. Os trabalhadores alegam a falta de diálogo com o governo do estado, o que tem gerado insatisfação e insegurança entre os funcionários.

Privatização e realocação de funcionários

A greve é uma resposta à privatização da CPTM, que ocorreu em julho de 2026, quando as operações foram transferidas para a empresa Trivia. Desde então, cerca de 1.300 dos 4.648 funcionários ainda não foram realocados. Os representantes dos trabalhadores exigem garantias formais de emprego, algo que o governo do estado afirma estar comprometido em oferecer, mas que os sindicalistas contestam, apontando a falta de instrumentos que assegurem a segurança da categoria.

A próxima assembleia dos ferroviários está marcada para amanhã, dia 05/08/2026, às 17h, onde novas deliberações poderão ser tomadas.

Opinião

A situação dos ferroviários da CPTM reflete a necessidade urgente de um diálogo mais efetivo entre os trabalhadores e o governo, para evitar que a privatização comprometa a segurança e os direitos dos funcionários.