A nova Carteira de Identidade Nacional (CIN) chegou para substituir os antigos documentos estaduais e unificar a identificação dos brasileiros em um único número, o CPF. Contudo, a chegada da versão digital levanta uma questão importante: qual dos dois formatos é mais seguro?
A resposta não é simples e depende do tipo de ameaça considerada. O documento físico é mais vulnerável a falsificações gráficas detectáveis pelo olho humano, enquanto a versão digital protege a integridade dos dados com criptografia e assinatura digital baseadas no padrão ICP-Brasil, mas abre novas superfícies de ataque, especialmente ligadas ao comportamento do usuário.
Segurança contra falsificação
Segundo Fernando Corrêa, CEO da Security First e especialista em proteção de dados, atualmente é mais fácil fraudar o documento físico. Apesar das marcas d’água e elementos holográficos presentes na CIN física, o papel continua vulnerável a falsificações que podem enganar o olho humano. A CIN digital, por outro lado, exige a quebra de protocolos de segurança robustos ou o acesso indevido à conta Gov.br do usuário, o que é significativamente mais complexo.
Risco de roubo ou uso indevido
O risco do documento físico ser roubado é imediato e difícil de reverter. O fraudador pode usar o documento em situações de verificação manual, onde não há consulta à base de dados em tempo real. Após o roubo, a única defesa é registrar um boletim de ocorrência.
A CIN digital não pode ser ‘roubada’ fisicamente, mas pode ser acessada se as credenciais do Gov.br forem comprometidas. Os principais vetores de ataque incluem phishing, malwares e SIM swapping, que visam capturar as credenciais do usuário.
Privacidade e exposição de dados
O documento físico expõe todos os dados impressos, enquanto a versão digital permite um controle maior sobre a exposição. No modo offline, a visualização dos dados é parcial, limitando o que fica exposto. No entanto, Corrêa alerta para o uso de validadores não oficiais que podem coletar dados do QR Code.
Disponibilidade e dependência tecnológica
A CIN física funciona em qualquer situação, enquanto a digital depende de tecnologia e acesso à internet. Ambas as versões têm o mesmo valor jurídico, mas enfrentam diferentes tipos de ameaça.
Opinião
A escolha entre a CIN física e digital deve considerar o contexto de uso e o comportamento do usuário, levando em conta os riscos e vantagens de cada formato.





