Mato Grosso do Sul fechou abril de 2026 com um total de 14 óbitos por Chikungunya e outras duas mortes em investigação, o que coloca o estado a poucos passos de registrar o pior ano da série histórica, com apenas sete meses até o final do ano.
Segundo o boletim epidemiológico da Secretaria de Estado de Saúde (SES), o município de Dourados foi o mais afetado, contabilizando nove mortes. No total, o estado já acumula 2.997 registros da arbovirose e 8.894 casos prováveis de Chikungunya.
Dados alarmantes de 2026
Em comparação com anos anteriores, 2025 já havia sido um ano crítico, com o maior número de vítimas na série histórica, totalizando 17 mortes no período de 12 meses. A doença foi catalogada pela SES desde 2015, e os números atuais demonstram uma escalada preocupante.
Além dos 14 óbitos até abril, o estado também registrou 52 gestantes confirmadas com Chikungunya. O último óbito foi de um homem de 28 anos, morador de Dourados, que apresentou os primeiros sintomas em 19 de abril e faleceu em 25 de abril.
Histórico e comparação com anos anteriores
Desde que a Chikungunya começou a ser monitorada, o estado viu um aumento significativo nos casos. Em 2025, a situação se agravou, com o registro de sete mortes antes do fim de março, fazendo de 2026 um ano sete vezes mais letal em comparação com o pior ano anterior. Até 2024, apenas oito sul-mato-grossenses haviam sido vitimados pela doença.
Opinião
A situação da Chikungunya em Mato Grosso do Sul é alarmante e exige uma resposta imediata das autoridades de saúde para conter a propagação da doença e proteger a população.





