Os Estados Unidos lançaram uma nova onda de ataques contra o Irã nesta terça-feira, com o objetivo de “continuar degradando as capacidades iranianas utilizadas em ataques contra navios comerciais no Estreito de Ormuz“. O Comando Central americano (Centcom) informou que os ataques começaram às 15h (horário da Costa Leste dos EUA) e foram acompanhados pelo restabelecimento de um bloqueio ao tráfego marítimo iraniano, previsto para entrar em vigor às 16h.
Bloqueio Naval e Mobilização Militar
O Centcom confirmou que o bloqueio naval a embarcações com destino ou origem em portos iranianos foi novamente imposto. Atualmente, mais de 20 navios de guerra da Marinha americana e centenas de aeronaves militares estão em operação no Oriente Médio, com as forças dos EUA em estado de alerta e prontas para agir.
Reafirmação de Trump e Escalada de Conflito
O presidente Donald Trump reiterou a necessidade do bloqueio marítimo contra os portos e navios iranianos, responsabilizando a liderança de Teerã por sua situação. Em uma postagem na plataforma Truth Social, Trump afirmou que o Estreito de Ormuz está aberto para TODO o tráfego marítimo, exceto para o Irã, e criticou a liderança iraniana. Ele também recuou de um plano anterior de cobrar taxas de navios que trafegam pela rota marítima.
Retaliações e Consequências
As hostilidades entre os dois países se intensificaram, com o Irã lançando mísseis balísticos contra uma base aérea americana na Jordânia e no Bahrein. Em resposta, os EUA bombardearam alvos iranianos por cerca de cinco horas, elevando os preços do petróleo ao maior nível em quatro semanas. Durante a madrugada, a Guarda Revolucionária Islâmica atacou dois petroleiros dos Emirados Árabes Unidos, resultando em um morto e oito feridos.
Impacto no Acordo de Cessar-Fogo
A retomada das hostilidades praticamente sepulta o acordo de cessar-fogo previamente anunciado por Donald Trump e o presidente iraniano Masoud Pezeshkian. O Estreito de Ormuz se tornou um ponto crítico de tensão, com Teerã afirmando que a trégua lhe conferia autoridade sobre a navegação na região, algo que Washington rejeita veementemente.
Opinião
A escalada de tensões entre os EUA e o Irã demonstra a fragilidade da paz na região, com consequências que podem afetar o comércio global e a segurança marítima.





