Economia

EUA e Irã interrompem hostilidades enquanto Lula e Flávio Bolsonaro disputam votos

EUA e Irã interrompem hostilidades enquanto Lula e Flávio Bolsonaro disputam votos

Após uma série de ataques durante o fim de semana, EUA e Irã concordaram em interromper as hostilidades e retomar as negociações no último domingo. Essa trégua trouxe alívio ao mercado, mas as incertezas ainda mantêm os preços do petróleo em leve alta.

Os investidores estão atentos à divulgação do relatório de emprego dos EUA, conhecido como ‘payroll’, que será publicado na quinta-feira, antecipado pelo feriado de 4 de Julho. Nesta manhã, os futuros dos índices de Nova York mostraram uma leve recuperação, após a forte venda de ações de tecnologia na semana anterior, em meio a dúvidas sobre os retornos de investimentos em inteligência artificial.

O dólar apresentou uma leve queda de 0,11%, cotado a 101,24 pontos, enquanto os preços do petróleo Brent para entrega em agosto subiram 0,56%, alcançando US$ 72,39 por barril. O WTI também avançou 0,85%, sendo cotado a US$ 69,82 por barril.

A recuperação do apetite a risco em Wall Street, combinada com a alta dos preços do petróleo e do minério de ferro, tende a favorecer o Ibovespa nesta segunda-feira. Ao longo da semana, os investidores também estarão atentos à divulgação dos dados do Caged sobre a geração de empregos formais e da produção industrial, em meio ao aumento das apostas de cortes na Selic.

No cenário político nacional, a pesquisa BTG/Nexus revelou uma redução na vantagem do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sobre o senador Flávio Bolsonaro (PL) em um possível segundo turno. Lula aparece com 47% das intenções de voto, enquanto Flávio Bolsonaro tem 44%, mostrando uma leve oscilação em relação à rodada anterior, onde os percentuais eram de 49% e 43%, respectivamente. O levantamento foi realizado após a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro criticar o enteado e a saída de Jaques Wagner da liderança do governo no Senado.

Opinião

A recente trégua entre EUA e Irã traz um respiro ao mercado, mas a disputa acirrada entre Lula e Flávio Bolsonaro mostra que a política brasileira continua em ebulição.