O dólar à vista opera estável frente ao real pelo segundo dia seguido, cotado a R$ 4,9969, em um cenário marcado pela ausência de medidas e sinalizações sobre os conflitos geopolíticos no Oriente Médio. A cotação do dólar chegou a encostar na mínima de R$ 4,9844 e atingir a máxima de R$ 5,0019.
No noticiário, destaca-se que os Estados Unidos e o Irã estão avaliando a prorrogação do cessar-fogo por mais duas semanas, o que pode estar deixando os investidores em compasso de espera. Neste ambiente, o dólar até avançou em alguns mercados, mas no Brasil permanece perto da estabilidade, sustentado pelo diferencial de juros que favorece a moeda local.
Perto das 13h20, o euro comercial também apresentou leve valorização de 0,12%, cotado a R$ 5,8949. No exterior, o índice DXY, que mede a força do dólar contra uma cesta de seis moedas de mercados desenvolvidos, recuava levemente, a 98,062 pontos.
No início das negociações, o dólar ensaiou uma recuperação após cinco sessões seguidas em queda frente ao real. Contudo, a dinâmica não se sustentou, e o câmbio doméstico ficou rondando a estabilidade. Operadores percebem uma posição mais defensiva nesta sessão, em função da falta de notícias que possam oferecer orientação sobre o desfecho dos conflitos no Oriente Médio.
Embora o real não esteja sob pressão intensa, o analista Leonel Oliveira Mattos, da Stonex, comenta que, caso haja avanço nas negociações diplomáticas e um cessar-fogo mais duradouro, com o eventual fim do conflito e a reabertura do Estreito de Ormuz, o real pode continuar se valorizando, possivelmente rompendo o nível de R$ 5,00. “No entanto, para o dia de hoje, esse cenário ainda parece prematuro”, afirma.
Opinião
A situação do câmbio e as negociações no Oriente Médio continuam a influenciar o mercado financeiro, e a expectativa por um desfecho positivo pode trazer mudanças significativas na cotação do dólar.





