A França reforçará a cooperação com as Forças Armadas Libanesas ao fornecer veículos blindados de transporte, além de apoio operacional e logístico. O anúncio foi feito nesta quinta-feira pelo presidente francês, Emmanuel Macron, em meio a uma crescente tensão na região.
O apoio da França vem após a ordem de Israel para que moradores deixem os subúrbios do sul de Beirute, incluindo áreas controladas pelo Hezbollah. Essa ordem gerou um êxodo em uma parte da capital, com um ministro israelense afirmando que a área em breve se parecerá com partes de Gaza.
Apelo de Macron por paz
“É preciso fazer tudo para evitar que este país, tão próximo da França, seja arrastado para a guerra mais uma vez”, declarou Macron. Ele pediu ao primeiro-ministro israelense que não amplie a guerra para o Líbano e também solicitou aos líderes iranianos que não envolvam ainda mais o Líbano em um conflito que não é deles.
Após uma reunião com o chefe do Estado-Maior das Forças Armadas francesas em Beirute, o presidente do Líbano, Joseph Aoun, pediu a Macron que intervenha para proteger os subúrbios do sul contra as ameaças do Exército israelense.
Conflito e evacuação em Beirute
A França busca evitar uma escalada em toda a região e tomou medidas para proteger suas posições em meio ao conflito. Macron afirmou que o Hezbollah deve cessar imediatamente seus disparos contra Israel, e que Israel deve se abster de qualquer operação em território libanês.
Imagens de televisão mostraram estradas congestionadas enquanto pessoas fugiam de carro e a pé dos subúrbios do sul, conhecidos como Dahiyeh. O ministro das Finanças de Israel, Bezalel Smotrich, declarou que Dahiyeh em breve se parecerá com partes de Gaza, onde a campanha militar israelense deixou grande parte do território em ruínas.
A área evacuada representa cerca de 8% do território libanês, e o Ministério da Saúde do Líbano informou que 102 pessoas foram mortas em ataques israelenses, incluindo 7 crianças, segundo a Unicef. O aeroporto de Beirute teve voos cancelados devido à situação de insegurança.
Opinião
O cenário atual no Líbano é alarmante, e a intervenção da França pode ser crucial para evitar uma catástrofe humanitária e um novo conflito armado na região.





