A abstenção nas eleições de 2026 chegou a 21,08% no primeiro turno, marcando o maior índice desde 1998. Mais de 33,4 milhões de brasileiros não compareceram às urnas, segundo dados divulgados com 99,99% das urnas apuradas. Com um total de 158,7 milhões de eleitores aptos, a situação levanta preocupações sobre o engajamento político no país.
Desempenho regional e histórico
O estado com a maior abstenção foi Mato Grosso do Sul, com 23,87%, enquanto o Ceará apresentou a menor taxa, com 15,52%. Além disso, os votos brancos somaram 1,84% e os nulos 2,93%. Historicamente, a abstenção tem crescido a cada eleição presidencial desde 2006, refletindo um desinteresse crescente dos eleitores.
Causas da abstenção
O cientista político da FGV, Eduardo Grin, aponta que a dificuldade das candidaturas em empolgar o eleitorado é um fator crucial. “O desânimo e o descrédito superam a esperança”, afirma Grin. Além disso, a polarização entre os campos de Lula e a família Bolsonaro afasta eleitores que buscam soluções práticas para problemas como segurança e saúde pública.
Expectativas para o segundo turno
Com o segundo turno marcado para 25 de outubro, o histórico sugere que a abstenção tende a aumentar. No entanto, a polarização atual pode motivar mais eleitores a comparecer, como ocorreu em 2022. A mobilização do eleitorado poderá ser decisiva nos próximos dias, dependendo das estratégias das campanhas.
Opinião
A alta abstenção nas eleições de 2026 revela um descontentamento profundo com o cenário político, que precisa ser urgentemente abordado para reengajar os eleitores.





