Os pré-candidatos à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e Romeu Zema (Novo-MG) surpreenderam ao anunciar, no dia 5 de agosto de 2026, os vices escolhidos para suas chapas. Os nomes escolhidos foram Alfredo Gaspar (PL-AL) e Eduardo Girão (Novo-CE), ambos com forte ligação política com o Nordeste, região que é um reduto eleitoral do ex-presidente Lula (PT).
Escolhas estratégicas para o Nordeste
A escolha de Alfredo Gaspar, ex-promotor de Justiça e ex-secretário de Segurança Pública de Alagoas, e Eduardo Girão, senador eleito em 2018 com 1,3 milhão de votos, reflete uma estratégia para avançar na representação política da direita no Nordeste. Segundo o cientista político Cláudio André de Souza, essa decisão visa reforçar a pauta da segurança pública, um tema crucial na região que enfrenta altos índices de violência.
Girão, que já foi considerado pré-candidato ao governo do Ceará, aceitou o convite para ser vice na chapa de Zema, destacando a necessidade de enfrentar problemas como o avanço do crime organizado, que afeta não apenas o Ceará, mas outros estados como a Bahia.
Desafios nas eleições de 2026
Apesar das escolhas, as campanhas de Flávio e Zema enfrentam desafios significativos. De acordo com a pesquisa Genial/Quaest, divulgada no mesmo dia, Lula lidera com 59% das intenções de voto no Nordeste, enquanto Flávio alcança apenas 20%. A pesquisa, realizada entre 31 de julho e 3 de agosto de 2026, tem margem de erro de 2 pontos percentuais e nível de confiança de 95%.
A escolha de Alfredo Gaspar também gerou críticas. A cientista política Luciana Santana aponta que sua presença na chapa pode não dialogar com o eleitorado independente, reforçando apenas as pautas conservadoras do bolsonarismo.
Opinião
A escolha de vices por Flávio Bolsonaro e Romeu Zema pode ser vista como um movimento estratégico para tentar conquistar o eleitorado nordestino, mas os desafios são grandes diante da forte liderança de Lula na região.





