O debate sobre a segurança pública nas eleições de 2026 ganha destaque nas fronteiras do Brasil, onde a fragilidade da fiscalização se torna um tema central. Com mais de 16 mil quilômetros de fronteiras terrestres, o país enfrenta um cenário complexo de crimes como roubos, furtos e homicídios, muitos dos quais têm origem na vulnerabilidade das divisas.
O Mato Grosso do Sul, com 1,5 mil quilômetros de divisas com o Paraguai e a Bolívia, é um dos estados mais afetados. A região é um corredor logístico para o tráfico de drogas, e cidades-gêmeas como Ponta Porã e Pedro Juan Caballero exemplificam a dificuldade de fiscalização. O governador em busca de reeleição, Eduardo Riedel (PP), tem focado suas ações na segurança, liderando as intenções de voto com mais de 20 pontos percentuais de vantagem sobre seu adversário, Fábio Trad (PT).
Desafios em Mato Grosso
O estado do Mato Grosso também enfrenta grandes desafios. Com cerca de 980 quilômetros de fronteira com a Bolívia, a região é marcada pela presença de facções criminosas. Um levantamento revelou que 92 das 142 cidades do estado estão dominadas por essas facções, evidenciando a gravidade da situação. A operação do Gaeco em fevereiro, que mirou um grupo criminoso que desviou R$ 140 milhões em grãos, ilustra a infiltração do crime organizado nas atividades produtivas locais.
Amazônia e suas dificuldades
A Amazônia, uma das regiões mais isoladas e perigosas do planeta, também enfrenta desafios significativos. A complexidade do combate ao crime é intensificada pela presença de rios navegáveis e a exploração ilegal de recursos naturais. O narcotráfico utiliza esses rios como rotas de transporte, e a superposição de crimes ambientais e transnacionais complica ainda mais a situação.
Opinião
O cenário das fronteiras brasileiras exige uma abordagem integrada e eficaz para enfrentar o crime organizado e garantir a segurança pública, especialmente em um ano eleitoral decisivo.





