O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, fez declarações polêmicas sobre a recente eleição no Brasil, afirmando que ela “parece ter sido fraudada”. A declaração ocorreu em 26 de outubro, após a reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no último domingo.
Trump, que se disse próximo a Lula, criticou a prorrogação do prazo de votação, concedida pelo ministro do Supremo Tribunal Federal, Cristiano Zanin, a pedido da campanha do presidente reeleito, devido a problemas no transporte público. “Achei que foi uma situação muito ruim. Não tomei partido, mas pareceu mais uma eleição fraudada”, declarou Trump a repórteres.
A prorrogação foi solicitada também pela campanha de Flávio Bolsonaro, e o resultado do segundo turno foi confirmado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) na mesma noite. Flávio Bolsonaro, por sua vez, não aceitou a vitória de Lula e anunciou que pedirá a anulação das eleições.
Apesar das declarações de Trump, líderes de países como Paraguai, Bolívia e Panamá parabenizaram Lula pela reeleição. O reconhecimento internacional também veio de nações como Chile, China, Peru, Equador, Cuba, Colômbia, França, Ucrânia, Uruguai, Canadá, Coreia do Sul e a União Europeia. O secretário-geral da Organização dos Estados Americanos (OEA), Albert Ramdin, também manifestou reconhecimento público à vitória de Lula.
Opinião
A crítica de Trump à reeleição de Lula reflete as tensões políticas que permeiam as relações internacionais e a polarização no Brasil.





