O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou em 17 de outubro que teve uma conversa com Ahmed al-Sharaa, o líder da Síria, sobre o combate ao Hezbollah, um grupo apoiado pelo Irã no Líbano. A declaração veio um dia após Trump criticar Israel por matar civis em excesso durante suas operações militares.
Durante a cúpula do G7 em Evian-les-Bains, na França, Trump foi questionado se havia discutido com Sharaa a situação do Hezbollah e confirmou a conversa. Ele elogiou Sharaa por seu papel em unir um país devastado pela guerra e indicou que o líder sírio poderia ser um aliado no combate ao grupo armado.
Críticas a Israel
Trump expressou descontentamento com a maneira como Israel tem conduzido seus combates contra o Hezbollah, afirmando que o país vem matando civis em excesso. “Não é preciso derrubar um prédio de apartamentos toda vez que se está procurando alguém”, disse Trump, enfatizando que muitas pessoas que vivem nesses prédios não são do Hezbollah.
O presidente dos EUA também sugeriu que Israel deixasse a Síria lidar com o Hezbollah, afirmando que acredita que Sharaa poderia fazer um trabalho melhor nesse aspecto. Trump tem demonstrado forte apoio a Sharaa, que é um ex-comandante da Al Qaeda e assumiu o poder na Síria em 2025, buscando se apresentar como um líder moderado.
Rumores e tensões regionais
Recentemente, os Estados Unidos incentivaram a Síria a considerar o envio de forças para o leste do Líbano para desarmar o Hezbollah, mas Damasco hesita devido ao receio de ser arrastada para um conflito maior. Sharaa, por sua vez, negou rumores sobre a entrada da Síria no Líbano, chamando-os de infundados.
Opinião
A conversa de Trump com Sharaa pode sinalizar uma nova abordagem nas relações entre os EUA e a Síria, além de refletir as complexas dinâmicas do Oriente Médio.





