Economia

Dólar sobe para R$ 5,11 e Ibovespa cai, enquanto conflito EUA x Irã se intensifica

Dólar sobe para R$ 5,11 e Ibovespa cai, enquanto conflito EUA x Irã se intensifica

O dólar fechou em leve alta frente ao real, enquanto o Ibovespa interrompeu uma sequência de três semanas de ganhos e o petróleo disparou quase 5% nesta sexta-feira (17), em um dia marcado pela escalada do conflito no Oriente Médio. O pessimismo com empresas de inteligência artificial também influenciou as negociações em todo o planeta.

O avanço das cotações do petróleo amenizou as perdas da moeda brasileira e sustentou ações da Petrobras, mas foi insuficiente para impedir a queda da bolsa brasileira. A atividade econômica cresceu 0,1% em maio, mas o cenário externo desfavorável pressionou os mercados.

Mercado de Câmbio

O dólar teve alta de 0,24%, fechando a R$ 5,111. A divisa chegou a uma máxima de R$ 5,133, mas perdeu força ao longo da tarde. Em 2026, a moeda acumula uma desvalorização de 6,88%. Apesar do clima de aversão ao risco, o real teve desempenho melhor que outras moedas emergentes, beneficiado pela alta do petróleo, que reduz a pressão cambial.

Mercado de Ações

O Ibovespa encerrou a sexta-feira com leve queda de 0,06%, aos 173.714,08 pontos. O índice chegou a operar em alta, mas perdeu força à medida que os juros futuros avançaram. As ações da Petrobras se destacaram, limitando as perdas do índice, enquanto ações de bancos e setores como varejo, construção civil e educação figuraram entre as maiores baixas.

Petróleo em Alta

Os contratos internacionais de petróleo registraram forte alta após a intensificação dos ataques entre Estados Unidos e Irã. O barril do tipo Brent avançou 4,59%, encerrando a US$ 88,10, enquanto o barril WTI subiu 4,48%, para US$ 82,49. Essa valorização reflete o receio de novos choques de oferta e pressões sobre os preços da energia, impactando a inflação global.

Opinião

As tensões geopolíticas e a volatilidade nos mercados refletem um cenário desafiador que exige cautela dos investidores, especialmente diante da incerteza econômica.