Economia

Dólar comercial recua após IPCA no Brasil e CPI nos EUA; cenário eleitoral anima

Dólar comercial recua após IPCA no Brasil e CPI nos EUA; cenário eleitoral anima

O dólar comercial se afastou dos menores patamares do dia e, nos últimos minutos de pregão, foi negociado próximo da estabilidade. Após uma valorização importante nas últimas semanas devido ao noticiário eleitoral, o movimento desta sexta-feira (11) é de maior cautela, especialmente após os dados de inflação abaixo do esperado no Brasil e acima das estimativas nos Estados Unidos.

Dólar e Cenário Econômico

Perto das 13h, o dólar comercial era negociado a R$ 5,1025. Nas máximas do dia, marcou R$ 5,1265, em alta de 0,47%, enquanto, nas mínimas, registrou R$ 5,0720, em queda de 0,60%. O dia é marcado por um alívio de curto prazo nos mercados globais, à medida que os preços do petróleo operam em queda, com o Brent para novembro caindo 2,94%, sendo negociado a R$ 104,41 o barril.

Expectativas de Mercado

Esse movimento abre espaço para alguma valorização de moedas emergentes, que vinham acumulando recuo contra o dólar ao longo da semana. No mesmo horário, o peso mexicano recuava 0,15% frente ao dólar, enquanto o rand sul-africano cedia 0,43%. O Brasil tem se mantido na contramão dos mercados globais nos últimos dias, com a melhora do candidato de oposição nas pesquisas de intenção de voto contribuindo para uma perspectiva de mudança na política fiscal do país.

Dados de Inflação no Brasil e EUA

No Brasil, o IPCA de agosto registrou queda de 0,32%, maior que o recuo de 0,28% esperado pelos analistas. Essa leitura indica uma melhora no comportamento inflacionário e corrobora a tese de que o Banco Central pode seguir em seu processo de calibração dos juros. Por outro lado, nos Estados Unidos, o CPI de agosto avançou 0,4%, em linha com as estimativas, mas o núcleo do indicador subiu 0,3%, acima das projeções de 0,2% do mercado.

Perspectivas Finais

Após esses dados, o mercado passou a precificar uma alta dos Fed Funds na reunião da semana que vem como praticamente certa, com 87% de probabilidade. A direção dos mercados continua incerta, mas o cenário eleitoral no Brasil gera otimismo com os ativos.

Opinião

O cenário atual apresenta uma complexidade que exige cautela, mas a possibilidade de mudanças políticas no Brasil pode ser um fator positivo para a economia.