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Polícia de SP deflagra Operação Frankmobile e apreende 10 mil celulares roubados

Polícia de SP deflagra Operação Frankmobile e apreende 10 mil celulares roubados

Uma grande operação contra o mercado ilegal de celulares foi deflagrada pela Polícia de São Paulo no dia 10 de outubro, resultando na apreensão de cerca de 10 mil aparelhos e peças relacionadas a um esquema de furto, roubo, desbloqueio e revenda. A ação, batizada de Frankmobile, mobilizou aproximadamente 1.700 agentes e contou com a colaboração do Ministério Público de São Paulo (MPSP), através do GAECO, além das polícias Militar, Civil e Penal, e das Secretarias da Segurança Pública e da Fazenda.

A operação resultou em 84 mandados de busca e apreensão e 7 mandados de prisão temporária, com ações realizadas nos estados de São Paulo e Goiás. Durante as operações, a Polícia Militar encontrou cerca de 5 mil celulares e peças em um dos endereços investigados, enquanto outros 5 mil foram apreendidos no Shopping Mundo Oriente, localizado na região central da capital paulista.

Além dos aparelhos, foram apreendidos R$ 122,5 mil e US$ 268 em espécie, e R$ 8 milhões foram bloqueados em contas bancárias. Notebooks, tablets e outros equipamentos eletrônicos também foram recolhidos pelas autoridades.

Investigações e Alvos

A investigação abrange 18 empresas com registros suspensos. Entre os alvos estão companhias como Trocafone e Global Phone. O promotor Luiz Fernando Bugiga Rebellato, do GAECO, destacou que a operação visa não apenas prender os responsáveis por furtos e roubos, mas também desmantelar o mercado que permite a circulação de aparelhos e peças roubadas.

O governo paulista anunciou que pretende bloquear a emissão de notas fiscais eletrônicas de celulares que não apresentem o IMEI, número único de identificação de cada dispositivo. O delegado-geral da Polícia Civil de São Paulo, Artur José Dian, enfatizou que a ação busca interromper diversas etapas da cadeia criminosa, resultando na prisão de 15 pessoas.

Estrutura do Esquema

As investigações revelaram que a organização criminosa operava em pelo menos quatro núcleos: o primeiro era responsável por obter os aparelhos por meio de furtos e roubos; o segundo desbloqueava os dispositivos e acessava informações pessoais das vítimas; o terceiro preparava os celulares para revenda, alterando o IMEI e removendo bloqueios técnicos; e o quarto desmontava os celulares para vender os componentes separadamente.

As autoridades informaram que parte dos dispositivos e peças também era enviada para outros países. Em uma ação paralela, o Governo Federal está estudando permitir que pessoas notificadas por estarem com celulares roubados ou furtados possam devolvê-los em agências dos Correios, em vez de comparecer a uma delegacia.

Opinião

A Operação Frankmobile representa um esforço significativo das autoridades para combater o crime organizado no setor de eletrônicos, mas é fundamental que ações contínuas sejam implementadas para desmantelar redes criminosas que operam em diversas frentes.