A Polícia Federal (PF) deflagrou nesta segunda-feira, 8 de outubro, a Operação Gemini, visando o desembargador Dirceu dos Santos, do Tribunal de Justiça do Mato Grosso (TJMT), e o deputado estadual Faissal Calil (PL). Ambos são suspeitos de envolvimento em um esquema de venda de sentenças e lavagem de dinheiro.
Durante a operação, foram cumpridos mandados de busca e apreensão em endereços relacionados a Dirceu dos Santos, Faissal Calil e ao advogado Bruno Castro, que é apontado como intermediário nas negociações. A PF investiga os crimes de corrupção passiva, advocacia administrativa e lavagem de dinheiro.
Quebra de sigilos e movimentação financeira
Além das buscas, a operação incluiu a quebra de sigilos bancário, fiscal e telemático dos investigados. A movimentação financeira do desembargador Dirceu dos Santos é alarmante: nos últimos cinco anos, ele movimentou R$ 14,6 milhões, enquanto seus rendimentos oficiais totalizaram apenas R$ 1,9 milhão.
Reações e investigações em andamento
O deputado Faissal Calil se pronunciou à imprensa, afirmando ter colaborado com a PF ao entregar seu celular e senha, e negou qualquer envolvimento no esquema. Ele também ressaltou que, desde que se tornou deputado, perdeu contato com Dirceu dos Santos.
O TJMT ainda não se manifestou sobre as investigações. No entanto, Dirceu dos Santos já enfrenta um processo no Conselho Nacional de Justiça (CNJ), que o afastou de suas funções em março, devido a movimentações financeiras incompatíveis com seu salário. O CNJ identificou indícios de que o magistrado teria proferido decisões em troca de vantagens indevidas.
Opinião
A situação envolvendo o desembargador e o deputado destaca a necessidade de maior fiscalização e transparência nas instituições públicas para combater a corrupção.





