Representantes de territórios ancestrais lançaram a Aliança dos Povos e Comunidades Tradicionais Guardiões da Mata Atlântica no dia 27 de setembro de 2023, em São Paulo. O evento ocorreu na Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo (USP), em comemoração ao Dia Nacional da Mata Atlântica.
A aliança é composta por povos indígenas, caiçaras, quilombolas, caboclos, marisqueiras e pescadores artesanais de várias partes do Brasil, buscando representar e defender a Mata Atlântica, um dos biomas mais ameaçados do país. O movimento visa garantir direitos territoriais e políticas públicas para essas comunidades tradicionais.
Desafios e Importância da Aliança
Durante o lançamento, a deputada federal Sonia Guajajara (PSOL-SP) enfatizou a importância do movimento como um espaço de diálogo e denúncia. Ela ressaltou que a Mata Atlântica abriga apenas 12,4% de sua vegetação original e é vital para o abastecimento de água de mais de 145 milhões de brasileiros, representando cerca de 70% da população do país.
Guajajara alertou sobre as ameaças enfrentadas pela Mata Atlântica, como o desmatamento, a exploração mineral e o turismo exploratório. Segundo ela, a criação dessa articulação é oportuna, considerando que mais da metade da Mata Atlântica já se perdeu e que as comunidades tradicionais são essenciais para a preservação ambiental.
O Papel das Comunidades Tradicionais
A coordenadora da Comissão Guarani Yvyrupa, Ivanildes Kerexu, destacou que a aliança é um projeto de união que busca reforçar a luta por direitos e políticas públicas. Ela afirmou que as comunidades tradicionais têm um papel fundamental na preservação da Mata Atlântica, que é vista por eles como uma terra sagrada.
O líder quilombola José Wellington Fontes Nascimento, conhecido como Wellington Quilombola, também participou do evento, afirmando que a aliança visa dar visibilidade ao papel das comunidades no manejo sustentável. Ele destacou que é necessário mudar a política atual para garantir a preservação da Mata Atlântica e a boa convivência entre as comunidades.
Opinião
A criação da Aliança dos Povos e Comunidades Tradicionais é um passo importante na luta pela preservação da Mata Atlântica, que enfrenta ameaças constantes. A união dessas comunidades pode ser crucial para garantir seus direitos e proteger um dos biomas mais ricos e ameaçados do Brasil.





