Alcides Bernal, ex-prefeito e réu por homicídio qualificado, porte ilegal de arma e violação de domicílio, enfrenta uma audiência decisiva hoje, onde serão ouvidas sete testemunhas do Ministério Público. O crime, que resultou na morte de Roberto Carlos Mazzini, ocorreu em 24 de março de 2023, quando Bernal disparou contra a vítima em meio a uma disputa judicial sobre um imóvel.
A defesa de Bernal, representada pelo advogado Ricardo Machado, sustenta que o ex-prefeito agiu em legítima defesa. Segundo ele, Mazzini teria avançado em direção a Bernal, que se sentiu ameaçado em sua própria residência. A defesa argumenta que os tiros não foram letais e que Bernal não tinha a intenção de matar, mas apenas de proteger seu domicílio.
O crime se deu após uma série de disputas judiciais sobre o imóvel, que foi leiloado por R$ 2,4 milhões. Mazzini havia arrematado a propriedade, mas Bernal se recusava a entregá-la, gerando conflitos que culminaram na tragédia. Na audiência de hoje, o chaveiro Maurílio da Silva Cardoso, que estava presente no momento do crime, também será ouvido.
Bernal, que está preso desde o dia do crime, teve seu registro profissional suspenso pela OAB/MS por 90 dias, o que impede sua atuação como advogado durante esse período. A decisão foi tomada pelo Tribunal de Ética e Disciplina da OAB e foi publicada no Diário Oficial.
Opinião
A situação de Alcides Bernal levanta questões complexas sobre a legítima defesa e os limites da ação individual em situações de conflito, refletindo a tensão entre direitos de propriedade e a segurança pessoal.





