O Ministério Público Federal (MPF) está investigando uma denúncia de ‘rachadinha’ na Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT), em meio à maior crise financeira da estatal. O Sintect-RJ, sindicato dos trabalhadores dos Correios no Rio de Janeiro, formalizou a denúncia, que alega que cerca de 300 pessoas foram contratadas em troca de um percentual de seus salários.
A denúncia foi sustentada por 13 testemunhas que procuraram o MPF do Rio, relatando um esquema de tráfico de influência e corrupção passiva. Entre os acusados estão o ex-presidente da ECT, Fabiano Silva dos Santos, e o secretário-geral da Fentect, Emerson Marinho, ambos negando as acusações e alegando que são parte de uma disputa política interna.
Transferência da investigação
O caso foi transferido do MPF do Rio de Janeiro para o MPF do Distrito Federal, onde as investigações estão em fase de averiguação preliminar. O MPF confirmou que as acusações estão sendo analisadas para a possível abertura de um inquérito. Os relatos também foram encaminhados à Polícia Federal, que não comentou sobre o andamento das investigações.
Acusações e reações
As denúncias ocorrem em um contexto de crise financeira para os Correios, que enfrentam um prejuízo acumulado de R$ 3,1 bilhões no primeiro trimestre de 2026. A senadora Damares Alves (PL-DF) reagiu à situação, propondo uma lei que aumente a fiscalização sobre a estatal e denunciando os escândalos que surgem durante sua gestão.
Fabiano dos Santos, conhecido como o ‘Churrasqueiro do Lula’, afirmou que não tem conhecimento das práticas denunciadas e se comprometeu a processar os autores das acusações. Emerson Marinho, por sua vez, se diz vítima de uma perseguição política e também prometeu ações legais contra os denunciantes.
Opinião
A situação nos Correios revela a necessidade urgente de transparência e responsabilidade em uma das estatais mais importantes do Brasil, especialmente em tempos de crise.





