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Deivison Brito conquista liberdade provisória após duplo homicídio em Campo Grande

Deivison Brito conquista liberdade provisória após duplo homicídio em Campo Grande

Deivison Felipe Alves Brito, de 30 anos, teve sua liberdade provisória concedida pelo Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul (TJMS) em 6 de outubro, após audiência de custódia. Ele é acusado de um duplo homicídio que ocorreu no bairro Taquarussu, em Campo Grande, na manhã de 5 de outubro.

No incidente, Nathalia dos Anjos Molina, de 33 anos, foi morta com três disparos, enquanto Ademar Spacino Júnior, de 38 anos, foi atingido por dois disparos. O juiz que analisou o caso inicialmente entendeu que Deivison agiu em legítima defesa.

Reação do Ministério Público

Após a concessão da liberdade, o Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS) solicitou uma tutela recursal ao TJMS para garantir a prisão preventiva de Deivison. O órgão argumenta que a decisão judicial que permitiu a liberdade, com imposição de medidas cautelares, não considerou adequadamente a gravidade dos fatos.

O MPMS enfatiza que há indícios robustos de autoria, incluindo a confissão do autor, a apreensão da arma utilizada e evidências periciais que indicam múltiplos disparos. Além disso, o MPMS levanta a hipótese de uma possível motivação preconceituosa para o crime, uma vez que uma das vítimas era uma mulher trans.

Contexto do crime

A briga que resultou no duplo homicídio foi motivada por desentendimentos entre vizinhos. De acordo com o relato da esposa de Deivison, as vítimas estavam sob influência de álcool e drogas na noite anterior ao crime. Na manhã do dia 5, ao sair de casa, a esposa foi abordada de forma agressiva pelas vítimas, que tentaram agredi-la.

Deivison interveio e, segundo seu relato, efetuou disparos quando Nathalia tentou atacá-lo com um pedaço de madeira e Ademar apareceu com uma faca. Após os disparos, ele retornou para casa e deixou a arma no local, saindo em seguida para evitar represálias de vizinhos.

A perícia confirmou as lesões fatais nas vítimas e apreendeu um revólver e munições na residência de Deivison, além de cápsulas e projéteis na casa de uma das vítimas. O caso foi registrado como homicídio simples, ameaça e posse irregular de arma de fogo.

Opinião

A concessão da liberdade provisória em casos de homicídio gera debate sobre a segurança da comunidade e a necessidade de medidas cautelares mais rigorosas.