Durante uma reunião na Câmara dos Deputados, o ministro da Fazenda, Dario Durigan, expressou preocupações sobre o projeto de lei de renegociação de dívidas do agronegócio. Ele afirmou que algumas medidas contidas no projeto podem resultar em impactos negativos para o crédito do setor no médio e longo prazo.
Durigan, que participou de uma audiência conjunta das comissões de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural e de Finanças e Tributação, destacou que “parte das medidas apresentadas, ao meu ver, de maneira muito generosa e franca, pode trazer prejuízos para o crédito do agronegócio a médio e longo prazo”.
Preocupações com a Aprovação
Apesar das preocupações levantadas, o projeto já havia sido aprovado pelo Senado Federal no dia 10 de outubro. A proposta estima que cerca de R$ 170 bilhões podem ser renegociados, com um impacto financeiro projetado de R$ 817 bilhões em 13 anos. Durigan afirmou que está buscando “fazer o que for melhor para o agronegócio”, evitando excessos que possam prejudicar o setor.
Apoio e Implicações Financeiras
É importante ressaltar que o projeto não conta com o apoio do governo e do sistema bancário, o que levanta questões sobre sua viabilidade. A proposta autoriza o uso de receitas do Fundo Social do Pré-Sal e de outros fundos públicos para a renegociação de dívidas rurais de produtores que enfrentaram adversidades climáticas e choques de mercado, incluindo efeitos de conflitos geopolíticos internacionais.
Integrantes da equipe econômica alertam que o impacto financeiro pode ser ainda maior do que o projetado. Há também indícios de que o tema pode vir a ser judicializado no futuro.
Opinião
A situação do agronegócio é crítica e as preocupações levantadas por Dario Durigan são válidas, especialmente considerando a falta de apoio governamental e as implicações financeiras do projeto.





