Em um movimento que já mobiliza cerca de 5 mil manifestantes, a greve nas universidades estaduais de São Paulo, que inclui a USP, Unesp e Unicamp, se intensificou com críticas diretas ao governador Tarcísio de Freitas. O ato, realizado no dia 20 de maio de 2026, teve como principal porta-voz a Dany Oliveira, diretora do DCE Livre e pré-candidata a deputada federal pela Unidade Popular.
Mobilização e Reivindicações
A mobilização estudantil começou em 15 de abril de 2026, com 105 cursos paralisados, inicialmente focada em questões de permanência estudantil, como o aumento do auxílio-permanência e melhores condições nos restaurantes universitários. No entanto, as pautas se ampliaram, incluindo críticas à privatização da Sabesp, do metrô e das rodovias, além de preocupações com a atuação da polícia durante os protestos.
Reunião sem Acordo
Após marchar do Largo da Batata até o Palácio dos Bandeirantes, sede do governo de SP, os manifestantes exigiram ser recebidos por Tarcísio de Freitas. Embora tenham conseguido uma reunião com a Casa Civil, os estudantes relataram que o encontro ocorreu sob vigilância policial e terminou sem um acordo. Eles saíram insatisfeitos, sem respostas sobre a ação policial que ocorreu na reitoria da USP no dia 10 de maio.
Críticas à Privatização e Mobilização Política
O movimento também ganhou contornos políticos, com a presença de figuras como o ex-deputado José Genoíno e o deputado estadual Eduardo Suplicy. As críticas à privatização e a mobilização em torno de reivindicações estudantis foram amplamente discutidas. Dany Oliveira, do Movimento Correnteza, que integra a gestão do DCE da USP, é vista como uma líder emergente nesse contexto.
Perspectivas Futuras
Com a greve em andamento e sem um acordo à vista, a situação nas universidades estaduais de SP continua tensa. A próxima rodada de negociações com as reitorias está prevista, mas a intransigência do governo é uma preocupação constante entre os estudantes e professores. A mobilização pode ser vista como uma resposta ao que muitos consideram um projeto de precarização das universidades por parte do governo Tarcísio de Freitas.
Opinião
A união dos estudantes em torno de pautas comuns reflete uma insatisfação crescente com as políticas do governo. A falta de diálogo efetivo pode agravar ainda mais a crise nas universidades.





