O ex-lateral-direito Daniel Alves foi condenado a pagar 2,25 milhões de euros, cerca de R$ 12 milhões, ao Pumas, do México, após perder um recurso na Suíça. A decisão do Tribunal Federal suíço manteve a sentença da Corte Arbitral do Esporte (CAS), que favoreceu o clube mexicano em uma disputa relacionada à rescisão do contrato com o ex-jogador.
A controvérsia teve início em 2023, quando o Pumas rescindiu o contrato com Daniel Alves em decorrência da sua prisão em Barcelona, na Espanha, onde ele permaneceu detido por 14 meses por acusações de abuso sexual. Sua condenação foi posteriormente anulada pela Justiça espanhola em março de 2025.
Inicialmente, o Pumas havia solicitado uma indenização de 5 milhões de dólares (aproximadamente R$ 26 milhões) e 1 milhão de dólares (cerca de R$ 5,2 milhões) referentes aos direitos de imagem, com base nas cláusulas do contrato. Contudo, o pedido foi rejeitado pela Justiça da Fifa.
Após recorrer à Corte Arbitral do Esporte, a decisão foi favorável ao Pumas em setembro de 2025. O ex-jogador recorreu à Justiça Federal da Suíça, mas teve seu pedido negado. Agora, além do valor principal, Daniel Alves terá que arcar com 17 mil francos suíços (cerca de R$ 109 mil) em custas legais e 19 mil francos suíços (aproximadamente R$ 122 mil) em despesas processuais.
Opinião
A condenação de Daniel Alves levanta questões sobre a responsabilidade de atletas em suas relações contratuais, especialmente quando envolvem situações legais complexas.





