O candidato à Presidência Augusto Cury (Avante) intensificou suas críticas às relações políticas de Daniel Vorcaro, ex-banqueiro e controlador do Banco Master, em uma recente peça de propaganda eleitoral. Cury associou a agenda de Vorcaro a diversas autoridades e dirigentes políticos, pedindo que os eleitores rejeitem candidatos ligados ao empresário.
“A agenda do Vorcaro virou o retrato do Brasil. Ministro, presidente de partido, governador, presidente de Casa. Todo mundo estava lá. Menos você”, publicou Cury. Ele enfatizou que no dia 4 de outubro, os eleitores devem optar por não votar em quem está na agenda de Vorcaro.
Críticas ao caso Master
As críticas ao caso Master também foram abordadas durante a sabatina no SBT Brasil. Cury defendeu que o julgamento no Supremo Tribunal Federal (STF) ocorra de forma aberta e com agilidade, para que os eleitores tenham acesso às informações antes das eleições. Ele declarou apoio ao ministro André Mendonça e afirmou que candidatos envolvidos em irregularidades não deveriam receber votos.
Cury se apresenta como vítima do caso Master, classificando-o como criminoso e afirmando que “o Brasil está sendo governado por um celular” e por nomes que estão nesse celular. Ele defendeu que as investigações avancem “até as últimas consequências”. Além disso, propôs o fim da vitaliciedade dos ministros do STF, sugerindo mandatos de oito anos.
Investimentos e recuperação de valores
O candidato também mencionou que mais de 12 mil pessoas foram afetadas pelo caso Master, incluindo ele mesmo, que investiu na Fictor. Cury disse que, ao saber da intenção da Fictor em comprar o Banco Master, pediu para encerrar as operações. “Estou com um grupo de advogados para receber esse dinheiro de volta, mas eles querem pagar com desconto”, declarou Cury.
Opinião
A postura de Cury em relação a Vorcaro e o caso Master reflete um momento de tensão política no Brasil, onde a corrupção e as relações de poder são constantemente questionadas pelos eleitores.





