O cacique Raoni Metuktire, de 94 anos, foi diagnosticado com câncer no aparelho digestório e atualmente recebe cuidados paliativos em sua residência em Peixoto de Azevedo, no Mato Grosso. A informação foi divulgada nesta segunda-feira (14) através do perfil do Instituto Raoni nas redes sociais.
Ao longo de 2026, Raoni enfrentou uma série de internações e agravamentos em seu estado de saúde. Em junho, ele foi transferido em caráter de emergência para São Paulo devido a uma grave obstrução intestinal provocada pelo tumor. Após a transferência, passou por um procedimento de gastroenteroanastomose no Hospital São Paulo, da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), que visa criar uma nova passagem para facilitar a alimentação e melhorar o conforto do paciente.
Exames realizados posteriormente confirmaram o diagnóstico de adenocarcinoma pouco diferenciado. Diante da idade avançada de Raoni e das condições clínicas, as equipes médicas indicaram a adoção de cuidados paliativos, que têm como objetivo principal controlar a dor e melhorar a qualidade de vida do paciente.
Os cuidados paliativos incluem assistência médica e de enfermagem, fisioterapia, além de atenção especial à alimentação e hidratação. O comunicado do Instituto Raoni também destaca que o cuidado envolve a dimensão espiritual, uma vez que Raoni é pajé e continua a receber a presença e os cuidados de pajés de sua confiança, respeitando a cultura Mẽbêngôkre, sua língua e suas referências espirituais.
Raoni Metuktire é reconhecido como uma das principais lideranças indígenas brasileiras, atuando há décadas na defesa dos povos indígenas, de seus territórios e da floresta. Sua trajetória é amplamente reconhecida internacionalmente por sua luta em prol da Amazônia e dos direitos indígenas.
Opinião
A trajetória do cacique Raoni é um exemplo poderoso de resistência e luta pelos direitos indígenas, e sua atual situação ressalta a importância de cuidados adequados para garantir dignidade e conforto na saúde.





