A probabilidade de que o fenômeno El Niño durante a primavera e o verão de 2026-2027 no Hemisfério Sul seja muito forte passou de 90%. Essa informação foi divulgada em uma nova projeção do Centro de Previsão Climática da Administração Nacional Oceânica e Atmosférica (CPC/NOAA) no dia 10 de setembro de 2026.
Além disso, a projeção indica uma probabilidade de 75% de que o El Niño seja o mais forte registrado desde 1950. O monitoramento do NOAA revelou que as anomalias da temperatura da superfície do mar já excedem 3 °C no Pacífico Equatorial Leste.
Impactos do El Niño no Brasil
O fenômeno El Niño gera consequências distintas em diversas regiões do Brasil. Nas áreas do Norte e Nordeste, as chuvas tendem a ficar abaixo da média, o que pode impactar negativamente o abastecimento de água, a atividade pesqueira e até mesmo a navegação.
Por outro lado, nas regiões mais ao Sul do Brasil, o El Niño traz chuvas acima da média, aumentando o risco de enchentes e danos a estruturas utilizadas pela pesca e aquicultura. Esse fenômeno também pode elevar as temperaturas, exigindo atenção redobrada nas condições da água e dos cultivos.
Projeções e Monitoramento
As projeções sobre o El Niño foram baseadas em medições que começaram a mostrar o final do La Niña em abril de 2026. Desde então, a probabilidade do El Niño foi aumentando gradativamente, atingindo 82% em maio e confirmando-se em junho com condições observadas de desenvolvimento.
Opinião
A confirmação de um El Niño forte traz à tona a necessidade de preparação das autoridades e da população para os impactos climáticos que podem afetar diferentes regiões do Brasil nos próximos anos.





