Nesta sexta-feira, 11 de agosto, celebra-se o Dia do Cerrado, e o Instituto Nacional de Pesquisa Espacial (Inpe) trouxe boas notícias: o desmatamento no Cerrado caiu 18,9% em agosto, em comparação ao mesmo mês do ano anterior. O Sistema de Detecção de Desmatamentos em Tempo Real (Deter) do Inpe revelou que o bioma perdeu 238 km² de vegetação nativa, enquanto em agosto de 2022, a perda foi de 294 km². Este resultado é o segundo melhor para o Cerrado em agosto desde 2018.
Resultados e Tendências
O coordenador do Programa de Monitoramento da Amazônia e demais Biomas do Inpe, Cláudio de Almeida, comentou que a queda no desmatamento é resultado de um trabalho conjunto entre o governo federal e os estados. “Essa redução vem com uma certa constância nos últimos três anos”, afirmou.
Amazônia em Alerta
Enquanto o Cerrado apresenta resultados positivos, a situação da Amazônia é preocupante, com um aumento de 12,1% na área desmatada em agosto, saltando de 319 km² no ano passado para 358 km² este ano. O ministro do Meio Ambiente, João Paulo Capobianco, expressou sua preocupação com o aumento do desmatamento, especialmente no estado do Pará, onde as ações de apoio da polícia foram suspensas.
Medidas de Conservação
Para enfrentar os desafios, o ministro assinou duas portarias: uma regulamentando o pagamento por serviços ambientais e outra criando as Áreas Prioritárias de Recarga Hídrica no Bioma Cerrado (Aprhic). Essas iniciativas visam concentrar esforços de conservação e restauração nas regiões mais críticas do Cerrado.
O diretor executivo do Instituto Cerrados, Yuri Salmona, destacou a importância dessas medidas: “A portaria atualiza o paradigma da gestão dos recursos hídricos no Cerrado ao reconhecer, pela primeira vez em escala de bioma, o papel estratégico das áreas de recarga”.
Plataforma de Monitoramento
Uma nova plataforma foi lançada para monitorar as áreas prioritárias do Cerrado, transformando dados científicos em inteligência espacial. A ferramenta está disponível no site aprhc.cerrados.org e visa apoiar decisões de gestores públicos e órgãos ambientais.
Opinião
A redução do desmatamento no Cerrado é um sinal positivo, mas a situação da Amazônia exige atenção urgente e ações efetivas para evitar retrocessos.





