A Conabio está analisando uma proposta de resolução que inclui a tilápia na lista de espécies exóticas invasoras, ao lado de outras como eucalipto e pinus. A reunião está marcada para o dia 27 de maio de 2026, e a decisão pode gerar impactos significativos no setor produtivo.
Classificar a tilápia como uma espécie invasora é preocupante para os produtores, pois isso pode acarretar em barreiras comerciais internacionais. A Associação Brasileira da Piscicultura estima que as exportações de tilápia podem cair até 90%, o que representa um prejuízo anual superior a US$ 38 milhões.
Reação do setor produtivo
O setor produtivo expressou sua preocupação em relação a essa proposta, temendo que a inclusão da tilápia na lista de espécies invasoras possa prejudicar a imagem do produto brasileiro no exterior. A Câmara dos Deputados, em resposta, aprovou um projeto de lei que obriga o governo a consultar os ministérios da Agricultura e da Pesca antes de tomar decisões que possam impactar a economia.
Posição do governo
O Ministério do Meio Ambiente garantiu que não haverá proibição do cultivo de tilápia. O governo defende que a lista serve como um guia técnico para políticas públicas, enfatizando a importância de monitorar espécies que possam ameaçar a biodiversidade nativa. A intenção não é erradicar a tilápia da produção comercial, mas sim gerenciar sua presença no ecossistema.
Impactos e preocupações
Além da tilápia, outras espécies como goiaba e jaca estão sendo avaliadas para inclusão na lista. A insegurança jurídica gerada por essas decisões pode afastar investimentos em indústrias que dependem dessas espécies, afetando a geração de empregos e renda.
Opinião
A classificação da tilápia como espécie invasora levanta questões importantes sobre a relação entre conservação ambiental e a sustentabilidade econômica do agronegócio.





