Economia

Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico aprova antecipação de 1,8 GW para enfrentar El Niño

Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico aprova antecipação de 1,8 GW para enfrentar El Niño

O Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico (CMSE) aprovou, nesta quarta-feira (22), a antecipação da geração de 1,8 GW de energia adicionais. Essa medida, que entra em vigor em 1º de setembro de 2026, foi tomada para reforçar a segurança do sistema elétrico brasileiro diante da possibilidade do fenômeno climático El Niño no segundo semestre de 2026.

De acordo com a estimativa da National Oceanic and Atmospheric Administration (NOAA), há 81% de chance do El Niño ser classificado como ‘muito forte’ entre os meses de outubro e dezembro de 2026. Esse fenômeno pode provocar uma redução na quantidade de energia elétrica produzida na Região Norte, além de aumentar o consumo devido às altas temperaturas esperadas.

Impactos e Medidas

O Ministério de Minas e Energia destacou que o volume antecipado de energia é crucial para garantir a segurança do sistema elétrico, principalmente considerando as consequências que o El Niño pode trazer. A antecipação foi fundamentada também nas incertezas geopolíticas atuais, que podem impactar os preços de combustíveis.

Os leilões de reserva realizados em março de 2023 resultaram na contratação de 2,2 GW de energia, o que demonstra a preocupação com a segurança energética no país. O Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) alertou que a utilização de usinas sem contrato (merchant) para suprir carga pode custar, no mínimo, 25% a mais do que as usinas contratadas em leilões.

O Fenômeno El Niño

O El Niño é um fenômeno meteorológico que provoca o aquecimento acima da média da superfície do Pacífico equatorial, resultando em alterações no ritmo das chuvas e na circulação dos ventos. A NOAA prevê que os efeitos do El Niño serão sentidos em diversas regiões até o final de 2026 e se estenderão até 2027.

Opinião

A antecipação da geração de energia pelo CMSE é uma medida prudente diante das incertezas climáticas e geopolíticas, garantindo maior segurança para o sistema elétrico brasileiro.