A Comissão de Saúde realizou uma visita ao Hospital Regional Hans Dieter Schmidt no dia 17 de outubro, com o objetivo de apurar os relatos de cancelamentos de cirurgias na unidade. A visita foi motivada por denúncias apresentadas ao presidente do colegiado, vereador Pastor Ascendino Batista (PSD), que recebeu informações de que pacientes são instruídos a iniciar o jejum pré-operatório, mas acabam tendo seus procedimentos adiados ou cancelados após já estarem preparados.
Durante a visita, o vereador Ascendino destacou que um paciente teve sua cirurgia cancelada diversas vezes em uma única semana, o que gera transtornos significativos para os pacientes e suas famílias. A diretora do hospital, Aldilete Fantuci, apontou a escassez de anestesistas como o principal motivo para os cancelamentos. Atualmente, o hospital conta com apenas cinco anestesistas, sendo que um deles foi recém-contratado via concurso. Ela explicou que os anestesistas escalados para cirurgias eletivas frequentemente precisam ser deslocados para atender emergências, resultando no cancelamento dos procedimentos agendados.
Demanda e Estrutura do Hospital
Aldilete Fantuci também enfatizou que seriam necessários mais quatro anestesistas para atender a demanda atual. Além disso, a unidade atende 26 municípios da região e possui 244 leitos, com 42 leitos a serem inaugurados em outubro. No entanto, ela mencionou que mesmo com essa ampliação, seriam necessários mais 100 leitos para suprir a demanda de atendimentos.
Reuniões e Cobranças
O vereador Cassiano Ucker (PL) expressou preocupação com a expansão do hospital e a entrega da nova área para a Cardiologia. Ao final da visita, Ascendino, Ucker e Neto Petters (Novo) concordaram em enviar uma cobrança formal à Secretaria Estadual de Saúde exigindo melhorias na estrutura do hospital e a apresentação de um projeto de expansão. A próxima reunião da Comissão de Saúde está agendada para o dia 29 de julho, onde representantes dos hospitais de Joinville devem apresentar um quadro com a lotação de pacientes atendidos e internados, além dos respectivos graus de classificação.
Opinião
A situação no Hospital Regional Hans Dieter Schmidt reflete um problema crítico na saúde pública, onde a falta de profissionais essenciais compromete a assistência aos pacientes. É urgente que as autoridades tomem medidas efetivas para resolver essa crise.





