A Coalizão Indústria, que reúne 13 entidades da indústria nacional, prevê um crescimento médio de 1,9% na produção para este ano. Em 2022, o crescimento foi de apenas 1,2%, inferior ao Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil, que foi de 2,3%.
O coordenador da Coalizão e presidente executivo do Instituto Aço Brasil, Marco Polo de Mello Lopes, destacou que as projeções para 2026 são preocupantes, com previsão de que oito setores apresentem alta abaixo de 4% e dois setores enfrentem retração. A análise da Coalizão aponta que o desempenho dos setores varia conforme fatores como a elevada taxa de juros, a carga tributária e a concorrência predatória de bens importados, especialmente da Ásia, além dos altos custos logísticos e de energia.
Impacto nos Setores
Dos 12 setores que compõem a Coalizão, no ano passado, seis reportaram expansão abaixo de 4% e cinco sofreram retração. Este cenário reflete a complexidade e os desafios enfrentados pela indústria nacional, que representa 44,8% do PIB da indústria e 60,6% das exportações de manufaturados.
As entidades participantes da Coalizão incluem a Associação Brasileira de Cimento Portland (ABCP), a Associação Brasileira da Indústria de Alimentos (Abia), a Associação Brasileira das Indústrias de Calçados (Abicalçados), entre outras. A união dessas associações visa fortalecer a indústria nacional e enfrentar os desafios econômicos.
Opinião
A situação da Coalizão Indústria ilustra a fragilidade do setor produtivo brasileiro, que precisa se adaptar rapidamente para garantir um crescimento sustentável.





